eu vivo criando expectativas sobre certas pessoas.
e sempre acredito que elas possam me surpreender.
que pena.
às vezes, chego a me odiar quando alguém não consegue fazer nem o mínimo por ela, por mim ou por quem seja. irrito-me com o descaso alheio e peco por achar que todo mundo é parecido comigo, ou pensa parecido, ou se importa tanto quanto.
volto a dizer, que pena.
pena de mim, que ainda permito que todos falhem comigo e perdôo mesmo assim.
meu coração é férvido, mole, derretido.
que pena jamais aprender a lição.
que pena.
domingo, 9 de novembro de 2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
dança do tempo.
a semana tem passado voando. na mesma velocidade os sábados e domingos. saio do banho e, num piscar de olhos, meus cabelos já estão secos. o ar anda quente e os dias abafam a dor. não há mais tempo para sofrer. "que bom" - um suspiro de alívio, daqueles que enchem o peito de oxigênio. pulo os degraus dos ponteiros do relógio para não tropeçar nas horas. já disse, não há mais tempo. fujo da rotina intoxicante do consumismo, mas não há como fugir do tempo. durma o quanto quiser, o quanto tiver sono mas, em algum momento, seu corpo começará a doer de tanto ficar deitado. ou o sol vai se atrever a passar por alguma brecha minúscula e vai socar sua cara, dizendo: 'bom dia, peguei você, não adianta se esconder'. não pense que você é ruim por não conseguir. se te consola, ninguém consegue. e, para mim, não importa como você esmaga o tique-taque do relógio dentro de si, e sim o que você faz para conviver com ele. fiz do meu uma batida de dança. cada dia invento um ritmo novo e danço minha dança já não tão desenvolta como antes. mas, e daí? não ligo para os olhos estranhos que me perseguem. construi um muro que me protege de todo o mal e quando eu me sinto mal, é para lá que vou. sento-me do seu lado e choro minhas dores. lá renovo minhas forças e me sinto pronta pra outra. é como dar corda no relógio interno dos corações de cada um. tem gente que jura de pé junto alimentar seus ponteiros, mas eu vejo a poeira em cima deles e não escuto seu remexer. treinei meus ouvidos para sua música e agora não desafino mais.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
.

vem pra perto. chega mais. não tema. sou mulher independente, dona do meu nariz, mas tenho meus desejos mais íntimos. não, meu bem, não pense que realmente preciso de você. mas uma dose sua não me faria mal algum. eu te assusto? desculpe. é meu jeito de ser. peguei a estrada muito cedo e já estou caleijada da vida, ela não me pega mais. suas peças já conheço como a palma de minha mão. ainda sim, permito-me cair de vez em quando, só pra não perder o sabor de me levantar mais uma vez. e sou assim. vi você passando na rua esses dias e o desejei. imaginei meu corpo suado tocando o seu. te quis por perto, então pode vir. não se preocupe, eu não mordo. mas, não se apaixone. não estou disposta a isso, agora. quero uma paixão de calendário. algo que comece e termine sem começar. um caso que dure mais que uma consulta no dentista e menos que feriado na praia. mas, se você teme alguma coisa, vem aqui que te explico tudo ao pé do ouvido, sem nem ao menos precisar falar.
sábado, 4 de outubro de 2008
boas vindas, de novo.
você já sentiu como se tudo girasse e você ficasse ali parado, com os dois pés fincados no chão enquanto o mundo inteiro roda ao seu redor?
suas pernas já tremeram ao ver alguém?
você já chorou tanto que seus olhos começaram a doer?
seu sono já foi roubado por uma frase não dita ou por um sorriso gostoso?
já sentiu o cheiro da saudade e o gosto da despedida?
suas mãos suaram esperando ele - o amor - chegar?
seus olhos brilharam ao dizer 'eu te amo'?
você já correu o dia todo, fez milhões de coisas, sem tirá-lo (o amor) da cabeça?
já ligou de madrugada pra dizer que sente falta do beijo dele?
já se embriagou da companhia de alguém?
você já sentiu o peito doer quando ele vai embora, mesmo sabendo que amanhã ele vai voltar?
já amou tanto uma pessoa que simplesmente deixou ela livre?
você já viu o tempo voar quando estão juntos?
e não passar quando estão separados?
você já viu tanto sentido em alguém que simplesmente não faz sentido?
já sentiu que a felicidade não depende de ninguém, mas com ele é mais felicidade?
você já sentiu seu coração ferver por alguém?
bem-vindo...
o seu coração também é um coração férvido...
suas pernas já tremeram ao ver alguém?
você já chorou tanto que seus olhos começaram a doer?
seu sono já foi roubado por uma frase não dita ou por um sorriso gostoso?
já sentiu o cheiro da saudade e o gosto da despedida?
suas mãos suaram esperando ele - o amor - chegar?
seus olhos brilharam ao dizer 'eu te amo'?
você já correu o dia todo, fez milhões de coisas, sem tirá-lo (o amor) da cabeça?
já ligou de madrugada pra dizer que sente falta do beijo dele?
já se embriagou da companhia de alguém?
você já sentiu o peito doer quando ele vai embora, mesmo sabendo que amanhã ele vai voltar?
já amou tanto uma pessoa que simplesmente deixou ela livre?
você já viu o tempo voar quando estão juntos?
e não passar quando estão separados?
você já viu tanto sentido em alguém que simplesmente não faz sentido?
já sentiu que a felicidade não depende de ninguém, mas com ele é mais felicidade?
você já sentiu seu coração ferver por alguém?
bem-vindo...
o seu coração também é um coração férvido...
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
tatuagem.

possuo em meu corpo verbos, substantivos, adjetivos... palavras tatuadas para jamais serem esquecidas. enquanto você pensa em algo pra dizer, eu mostro minha pele rabiscada. já não tenho o quê esconder. sinto-me nua e crua para o mundo. mas, não tenho medo de enfrentá-lo. gosto da sensação de me sentir perdida às vezes... e não me incomodo com o fato de saber o que será do amanhã. não importa. carrego comigo todas as palavras cabíveis. nada fugirá do meu vocabulário blasé. sinto as letras cortando meu corpo quando pronunciadas. deixo arder cada sílaba, arrebatando-me para o sentimento a mil. sou assim, a flor da pele. tudo que falo, sinto. deixo que minhas entranhas escapem em cada verbo conjugado. e deixo parte do coração nos adjetivos referidos. clichê. mas nunca quis ser diferente. é assim que meu peito dispara e quase salta pela boca. é assim que me sinto viva. aquela adrenalina que corre nas veias não faz sentido sem minhas palavras no corpo. quero que seja sempre assim. mesmo que o sempre jamais exista. aliás, sempre é um termo que me toca a pele. não deixo que nada me escape. nem mesmo a morte, a dor, o choro. tenho meus pés tão firmes no chão a ponto de ter certeza que amargura não é o caos do mundo. tudo que é intenso demais causa dor. mas, não sei ser pela metade. e se tem uma palavra que eu não gosto é metade. meio. essa não escrevo em meu corpo nem por decreto. metade do caminho não é lugar algum. e meio amor não é amor. nem ódio. é algo morno, sem cores definidas, sem formas. sem nada. meio é feio. e para isso, basta mudar uma letra. quero o espaço do meio ocupado por palavras inteiras. pois o que é inteiro, é completo... e para ser intenso, basta um verbo. enquanto você busca as letras na ponta da língua, possuo-as em minhas mãos. não tenho o poder de dominá-las. jamais. mas possuo a sorte de sentir.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
sufoco.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
LEIA SEM MODERAÇÃO...

ele entrou distraído. abriu a porta, passou reto pela sala e foi direto ao quarto. estava suado, camiseta molhada, grudada em seu corpo que já não é tão definido como antigamente. mas sempre foi um homem atraente. ela também não havia notado sua presença na casa. estava com uma camisa que provavelmente era dele, calcinha, cabelos presos desajustadamente, brigadeiro nos dedos e um romance na tv. quando ele estava indo ao banheiro, sem camisa, só de cueca e toalha nos ombros que ele a viu. ela estava delicadamente linda, devorando a tigela e chupando os dedos sujos de chocolate. resolveu parar no corredor e a observar. há tempos não a via tão bonita. ela começou a sentir a presença de alguém na casa. olhou para trás e lá estava ele. ficou sem graça, se ajeitou no sofá e sorriu. ele não teve reação alguma. estava encantando por aquela mulher. sentiu-se envolvido pela bela silhueta e pela naturalidade que a rodeava. ela parecia não se importar com a presença de um homem de cueca na sua sala, nem com o seu traje nada comportado. ela se levantou e foi em sua direção. ele continuou parado, com o olhar fixo naquele corpo sexy. com toda espontaneidade, ela parou em sua frente e perguntou - você quer brigadeiro? está uma delícia... ela sujou os dedos com o chocolate e deu para ele. olhou bem em seus olhos e aproximou a mão da boca dele. mãos e bocas se encontram. ela tem um jeito sexy de olhar. o envolve devagar e o beija. um beijo intenso, sedutor. mãos escorregam, deslizam por corpos estranhos. o jeito como ela o toca vai enlouquecendo seus sentidos. ela se arrepia; se deixa arrepiar... ele a encosta na parede. segura suas pernas a passeia pela sua pele branquinha. beijos se espalham pelo pescoço, seios e ombros. luxúria. tesão. desejo. dois em um. clichê. um ritmo. um movimento. quadris. olhos fechados. mãos cerradas. unhas escorregando pelas costas. mordidas. música. dança suave. corpos suados, cabelos desarrumados. amor. sem pudor. sem razão. toque delicado. transa. devagar. gostosa. cochichos ao pé do ouvido. vozes roucas. sons desconhecidos. gemidos. adrenalina. boca seca. respiração ofegante. sangue fervendo. sintonia perfeita de pessoas perfeitamente desconhecidas. química. coisa de pele. sem nome. sem telefone. sem hora. inconseqüente. inconscientemente consciente. conscientemente inconsciente. emoção sem rotina. sem posse. sem título. só emoção. macia. molhada. escorregadia. transbordada. emoção que não cabe em palavras. que não tem descrição.
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